A Coalizão da Flotilha da Liberdade (FFC) alerta para um possível segundo ataque ao seu navio civil, o Conscience, que permanece encalhado em águas internacionais na costa de Malta. Mais cedo, o navio foi atingido duas vezes por um drone, causando um incêndio e uma ruptura no casco. A água continua a entrar na embarcação, e a Guarda Costeira Maltesa está impedindo sua entrada em segurança.
Os voluntários que permanecem a bordo deveriam entregar ajuda humanitária para desafiar o bloqueio ilegal e desumano de Israel contra palestinos em Gaza. Apesar de emitir um SOS, a tripulação não recebeu assistência crítica durante todo o dia.
“À medida que a noite começa a cair em Malta, tememos um segundo ataque iminente ao Conscience”, declarou a Coalizão da Flotilha da Liberdade. “Por isso, apelamos urgentemente ao governo maltês para que proteja o navio, atenda às suas necessidades urgentes e permita a passagem segura e desimpedida da nossa equipe em Malta para prestar apoio a esta missão humanitária.”
A CNN informou que um Hércules C-130 da Força Aérea Israelense voou em direção a Malta horas antes do ataque. Dados de rastreamento de voo mostram que a aeronave voou em baixa altitude sobre o leste de Malta por um longo período antes de retornar a Israel. O exército israelense não quis comentar.
A ativista climática Greta Thunberg, que deveria se juntar à flotilha, disse: “O navio está atualmente ancorado, pois movê-lo poderia causar inundações e seu naufrágio”. Thunberg enfatizou: “O certo é que nós, ativistas de direitos humanos, continuaremos a fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para cumprir nossa responsabilidade e nos solidarizar com o povo de Gaza”.
A Coalizão da Flotilha da Liberdade apela ao governo maltês para:
Permitir a passagem segura e desimpedida para dentro ou para fora das águas maltesas
Conceder acesso imediato às equipes de apoio da Flotilha para prestar assistência
Cumprir com suas obrigações sob o direito marítimo internacional para proteger um navio civil em perigo
O barco “Conscience” (Consciência) se preparava para confrontar o bloqueio ilegal de Israel a Gaza — um bloqueio que, por 17 anos, nega aos palestinos acesso a alimentação adequada, assistência médica, educação e ao direito fundamental à liberdade de movimento. Desde outubro de 2023, encorajado pela impunidade total, Israel intensificou seu ataque ao povo palestino, travando uma campanha genocida na qual o cerco é uma arma central. A Flotilha da Liberdade desafia essa injustiça, afirmando a plenitude dos direitos políticos e humanos do povo palestino, incluindo seu Direito de Retorno, e expondo a cumplicidade de governos e corporações na manutenção do sistema de apartheid israelense.
Coalização Flotilha da Liberdade,
Yasemin Acar e Hay Sha Wiÿa

