PARA DIVULGAÇÃO IMEDIATA
Data: Sábado, 26 de julho de 2025
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Forças de Ocupação israelenses atacam o Handala em águas internacionais e sequestram 21 civis desarmados
A Coalizão Freedom Flotilla confirma que sua embarcação civil Handala, a caminho de Gaza para romper o cerco ilegal e genocida imposto por Israel aos palestinos, foi violentamente interceptada pelas forças israelenses em águas internacionais, a aproximadamente 40 milhas náuticas de Gaza. Às 23:43 no horário local da Palestina, a ocupação desligou as câmeras a bordo do Handala e toda comunicação com o barco foi perdida. O barco desarmado transportava suprimentos essenciais quando foi abordado pelas forças israelenses, seus passageiros sequestrados e sua carga apreendida. A interceptação aconteceu em águas internacionais, fora das águas territoriais palestinas ao largo de Gaza, em violação ao direito marítimo internacional.
O Handala levava um carregamento de ajuda humanitária essencial para os palestinos em Gaza, incluindo fórmula infantil, fraldas, comida e medicamentos. Toda sua carga humanitária seria distribuída diretamente para uma população que enfrenta a fome deliberada e o colapso do sistema de saúde causados pelo bloqueio ilegal de Israel.
A embarcação carregava 21 civis representando 12 países, incluindo parlamentares, advogados, jornalistas, sindicalistas, ambientalistas e outros ativistas dos direitos humanos.
Defensores dos direitos humanos a bordo do Handala, por país:
Estados Unidos: Christian Smalls – Fundador do Sindicato dos Trabalhadores da Amazon; Huwaida Arraf – Advogada de direitos humanos (Palestina/EUA); Jacob Berger – ativista judeu-estadunidense; Bob Suberi – Judeu e veterano de guerra dos EUA; Braedon Peluso – Marinheiro e ativista; Dr. Frank Romano – Advogado de direitos humanos e ator (França/EUA).
França: Emma Fourreau – Deputada do Parlamento Europeu e ativista (França/Suécia); Gabrielle Cathala – Deputada da Assembléia Nacional Francesa e ex-trabalhadora humanitária; Justine Kempf – Enfermeira do Médecins du Monde; Ange Sahuquet – Engenheiro e ativista de direitos humanos.
Itália: Antonio Mazzeo – Professor, pesquisador da paz e jornalista; Antonio “Tony” La Picirella – Ativista por justiça social e climática.
Espanha: Santiago González Vallejo – Economista e ativista; Sergio Toribio – Engenheiro e ambientalista.
Austrália: Robert Martin – Ativista de direitos humanos; Tania “Tan” Safi – Jornalista e organizadora de ascendência Libanesa.
Noruega: Vigdis Bjorvand – Ativista por justiça social de 70 anos.
Reino Unido / França: Chloé Fiona Ludden – Ex-funcionária da ONU e cientista.
Tunísia: Hatem Aouini – Sindicalista e ativista internacionalista.
Jornalistas a bordo do Handala:
Marrocos: Mohamed El Bakkali – Jornalista sênior da Al Jazeera (Paris).
Iraque / EUA: Waad Al Musa – Câmera e repórter de campo da Al Jazeera.
O ataque ao Handala é o terceiro ataque violento perpetrado pelas forças de ocupação israelense contra missões da Freedom Flotilla apenas neste ano. Ele sucede o bombardeio por drones ao barco humanitário Conscience em águas européias em maio, que feriu 4 pessoas e inutilizou a embarcação, e a apreensão ilegal do Madleen em junho, quando as forças de ocupação sequestraram 12 civis, incluindo o internacionalista brasileiro Thiago Ávila, a ativista sueca Greta Thunberg e a parlamentar francesa Rima Hassan.
Logo antes do seu sequestro, a tripulação do Handala confirmou que entraria em greve de fome e não aceitariam nenhuma comida ou água oferecida pelas forças de ocupação israelense.
Oficiais israelenses ignoraram as ordens vinculantes promulgadas pela Corte Internacional de Justiça que exigem a viabilização de acesso humanitário à Gaza. Os ataques contínuos à missões civis representam uma grave violação ao direito internacional.
“Israel não tem autoridade legal para deter civis internacionais a bordo do Handala,” disse Ann Wright, do comitê diretivo da Freedom Flotilla. “Essa não é uma questão de jurisdição interna israelense. Essas pessoas são estrangeiras operando de acordo com leis internacionais em águas internacionais. Sua detenção é arbitrária, ilegal e deve acabar.”

